Entre 21 e 24 de Maio, o Festival de Cans volta a ter o seu espaço na pequena aldeia do concelho de Porriño. Com um programa mais vasto e aliciante, esta quinta edição traz as suas novidades mas mantém a fidelidade à sua raiz, elemento marcadamente diferenciador. Tudo se centra no meio rural, onde alpendres, adegas, caves e casas de campo se transformam em acolhedoras salas de cinema.
Em Cannes impera o glamour, em Cans, sobre a mesma altura, prevalece um tratamento único à arte cinematográfica, transposta para um curioso ambiente rural, decididamente pitoresco, capaz de encantar e atrair por uma estética própria, em simultâneo com um cartaz abrangente, que reúne curtas metragens, longas metragens, uma categoria freak e vasto naipe de actividades paralelas, nomeadamente concertos. O cinema galego sai, no entanto, como principal protagonista do Festival de Cans, que este ano testa declaradamente um carácter mais ambicioso, convidando o festival holandês Shoot-Me Film a apresentar alguns dos seus filmes.
O Festival de Cans é surpreendente pelo seu cariz, e na sua quinta edição promove a introdução de novos elementos. Além do que já foi mencionado, regista-se a implementação da Sala Multiusos, destinada a receber longas metragens e documentários. Ao todo serão dez salas envolvidas no circuito de Cans, pequena aldeia situada no concelho de Porriño, de apenas 300 habitantes, recheada de atractivos, especialmente a sua particular hospitalidade, que pode ser retratada pelo apoio prestado pelos moradores, que emprestam as suas casas rurais ao desenvolvimento do festival, havendo um deles que se dedica ao fabrico de chimpibuses - um pequeno tractor - que serve exactamente como meio de transporte oficial. O largo da paróquia será também, por sua vez, palco de variados concertos, merecendo relevo duas actuações de Vitor Coyote (em formato de 15 minutos), estreando o espaço «Canastro Experience». Por Cans vão passar ainda Miguel Costas & La Banda Turca, Cuchufellos e Tony Lomba e Elio dos Santos.  Vitor Coyote Sob organização da Associação Cultural da Arela, debaixo da coordenação de Alfonso Pato, o Festival de Cans, dentro da sua programação, terá como principais apostas a exibição da longa metragem «Cartas Italianas», a projecção de «Periféricos» seguida de colóquio, voltando a verificar-se à semelhança do anterior um concurso de video-clips.
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