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O Circular - Festival de Artes Performativas apresentará entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro uma série de espectáculos e obras que promovem variadas formas de cruzamentos artísticos. Este festival, que se realiza em Vila do Conde, parte para a sua terceira edição conectando referências da performance, da dança contemporânea, do cinema e das artes plásticas, entre outras, com a certeza de não estar apenas a conquistar o seu espaço, mas, sobretudo, a criar um novo espaço de intersecção na criação contemporânea.
Este ano o festival contará com as participações de Laurent Pichaud, Francisco Tropa, Miguel Gonçalves Mendes & Vera Mantero, Ricardo Jacinto, Andreas Dyrdal e Ana Borralho & João Galante. Trata-se de um conjunto de criadores de áreas distintas que levam aos limites as fronteiras das suas áreas, transgredindo-as sempre que necessário. Nos dias 28 e 29 de Setembro, às 19h00, no Auditório Municipal, o coreógrafo francês Laurent Pichaud apresentará o trabalho “à t i t r é”. Trata-se duma coreografia que reflecte a relação de trabalho e criação entre o bailarino e o coreógrafo. Segundo a organização “a dança aparece aqui numa constante mise en abyme, incluindo sempre um espaço de reflexividade enquanto dirigida ao espectador: o acto de dançar, uma dança já fala por si próprio ao fazê-la, e é feita falando de si mesma.”  àtitré, sujets à interprétation de Laurent Pichaud Nos dias seguintes o núcleo do festival tomará como propósito a apresentação de autores portugueses que sejam o espelho fiel das tendências da criação contemporânea, qualquer que seja o campo artístico em citação. Haverá uma instalação de Francisco Tropa, em exposição ao longo dos dias do festival, na Rua Junqueira (Azurara). Poderá ser visitada entre as 20h00 e as 24h00. Como exemplo da circulação entre géneros artísticos destacamos a performance “Curso de Silêncio”, partilhada pelo cineasta Miguel Gonçalves Mendes e a coreógrafa Vera Mantero. Os géneros em convulsão são a dança e o cinema; e o processo usado é o da conversão das rodagens dum filme (que, aliás, será estreado em Novembro no Festival Temps d’Images) numa performance, afirmando-se desta forma que cada passo no processo criativo é já potencialmente o espectáculo final. Ou seja, uma oportunidade de assistir a uma performance que será em simultâneo traduzida \ deglutida para cinema. Este trabalho é baseado no universo imagético de Maria Gabriela Llansol e terá lugar nos dias 28 e 29 de Setembro, às 21h30, e no dia 30 de Setembro, às 17h00, no Largo de Vilarinho nº 108 (Macieira da Maia). Outro espectáculo que fará parte do Circular intitula-se Parque e é da responsabilidade de Ricardo Jacinto, que usará duas versões recentes de dois dispositivos seus, de forma que “em diferentes configurações ambos utilizam espelhos suspensos como instrumentos de percussão que integram o controle de luz e som do espaço envolvente, convidando espectadores e intérpretes a participar em conjunto num jogo de reflexões”. Decorrerá nos dias 28 e 29 de Setembro, às 22h00, no Auditório Municipal.  Um Traço sobre o Muro de Francisco Tropa Para os últimos dois dias do Circular estão reservados dois trabalhos. Um dos quais, “I Put A Speel On You”, integra fotografia, vídeo e performance / instalação sonora dos artistas João Borralho & João Galante. Será nos dias 4 e 5, entre as 22h00 e as 24h00, no Auditório Municipal. Para terminar, falta referir a performance a solo “Knowing I Andreas”, do coreógrafo norueguês Andreas Dyrdal, que reside actualmente na cidade do Porto. Decorrerá também nos dias 4 e 5, às 21h30, no Auditório Municipal e tem como objectivo “chamar a atenção para a contextualização do sujeito na criação de um objecto comunicativo”.
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