A história da banda desenhada galega será exemplarmente retratada numa exposição a realizar no Porto, na Galeria Sargadelos a partir de dia 22 de Junho, que ficará patente ao público até final do mês de Julho. Sob o título «A Historieta Galega», esta mostra terá representados os trabalhos de mais de vinte autores, fazendo um apanhado artístico que vai desde os anos 70 até aos dias de hoje.
Na Galiza, a banda desenhada tem feito notar enorme influência no meio artístico, assistindo-se a um permanente fenómeno de aparecimento de ilustradores de nível elevado, inúmeros deles alvo de importantes distinções por toda a Espanha, o que tem sido facto corrente desde os anos 70. Todo este período é, então, objecto desta retrospectiva baseada nos melhores trabalhos que a Galiza produziu no domínio da banda desenhada, assentando a mesma em quatro vertentes fundamentais: pioneiros, underground, indústria e presente.  ‘O home que falaba vegliota’ (1972) de Reimundo Patiño Os primórdios do boom da BD galega começam em Reimundo Patiño e Xaquín Marín, autores de vincadas alfinetadas políticas, que abriram, assim, caminho à explosão de diversas revistas e fanzines na década de 80. Era tempo de apreciar obras como "Can sin dono", dirigido por Pepe Carreiro (Vigo), "Frente Comixario", do Colectivo Pestiño (Ourense) e "Valiundiez", criada por Fausto Isorna. A ilustração galega continuou fiel a um carácter evolutivo, e na entrada dos 90's despontou uma verdadeira indústria no ramo, que ofereceu outros horizontes ao comic, destacando-se de tudo o resto a melhor revista galega de banda desenhada - Golfño. Nos dias que correm, a BD galega tem continuado a somar pontos ao nível de Espanha mas também à escala europeia, pelo que a exposição não deixará de focar de forma incisiva os baluartes da actualidade como Emma Rios, Kiko da Silva, Das Pastoras, percorrendo também os exemplares de fanzines como a BD Banda e a Barsowia, esta pertencente ao Colectivo Polaqia.  Fanzine Barsowia nº6
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