Está finalmente lançado, numa edição que tem selo da Falcatruada, o disco de homenagem ao cantor galego Andrés do Barro, estrela da música pop que cintilou por toda a Espanha nos finais de 60 e inícios de 70. Num tributo praticamente único, associaram-se a esta iniciativa 31 grupos galegos da actualidade, cabendo a cada um deles uma versão dos temas mais marcantes da carreira de Andrés do Barro, cantor galego natural de Narón, zona de Ferrol, que faleceu em 1989.
Andrés do Barro marcou uma época na Galiza, mas também em Espanha, difundida em larga escala e com imensa popularidade a sua música durante o regime fascista de Franco, triunfando sempre com letras em galego. Temas seus foram, por esta altura, projectados a uma dimensão que qualquer outro artista ou intérprete galego jamais imaginou ser possível. «O Tren» ou «Pandeireta» foram as músicas que lhe conferiram o reconhecimento geral, mas o seu repertório é vasto e admirado por segmentos diversos do público galego. Talvez por essa razão se possa compreender melhor a enorme variedade de grupos que aderiram a este disco de tributo à carreira única de Andrés do Barro. Com produção e edição da Falcatruada, e distribuição pela Internet da Plataforma Regueifa, está já em circulação o disco de homenagem a Andrés do Barro - Manifesto Dobarrista - com participação de alguns dos mais importantes grupos galegos, muitos deles já associados, inclusivamente, a iniciativas da Audiência Zero. São os casos de Samesugas, The Homens, Niño y Pistola, 6PM, Los Iribarnes, Elodio y los Seres Queridos, Colectivo Oruga ou Noise Project, junto de outros igualmente recomendados como Fanny & Alexander, Quant, Nalda, Narf, Annie Hall, Nouvelle Cuisine, Ectoplasma, O Leo i Arremecághona, Ataque Escampe, Projectou Mourente, Galegoz, Boy Elliott, Nadadora, Félix Arias, Hanom Ausse, Safari Orquestra, Huéspedes Felices, Todo el largo Verano, Jules e Jim, Misquious, Tesouro, Meixide e Lijó ou Zimmer 103.  Bandas Galegas Foram todos estes grupos que decidiram entre si homenagear Andrés do Barro, tendo sido cada um deles a escolher e gravar uma versão do incomparável legado do cantor melódico de Ferrol, que segundo o amigo Xabier Alcalá, que foi responsável por algumas das suas letras, conseguiu fazer sair para o exterior canções «tão agradáveis quanto memoráveis», que se tornaram «eternas no panorama da música pop em Espanha», completa Xoan Rúbia outro dos seus fiéis amigos. O sucesso de Andrés do Barro foi, contudo, algo efémero, tendo a sua carreira ficado praticamente resumida a dois discos. Depois de ter colocado o tema «O Trem» no topo das músicas mais ouvidas nas rádios acabou por cair no esquecimento por meados da década de 70.
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