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O prazo limite de inscrição no 4º Festival Audiovisual Black&White de 2007 é 23 de Fevereiro. O festival decorrerá na Universidade Católica de 19 a 21 de Abril. Os interessados poderão concorrer nas categorias de Vídeo, Áudio ou Fotografia e em qualquer dos casos – excepto o Áudio! - não poderão nunca esquecer que a sua obra deve encontrar-se integralmente a preto e branco, pois essa é realmente a marca do festival.
No regulamento do festival pode-se encontrar um ponto introdutório onde se lê o seguinte: “O Festival Audiovisual Black&White pretende celebrar a estética a preto e branco, como forma específica, peculiar e única de manifestação artística. A tecnologia digital, na captação de imagens, nasce com a cor, no entanto a intuição dos artistas apela, inúmeras vezes, à produção a preto e branco. O que comprova a actualidade e o interesse da estética que só o preto e branco comunica. Para além disso, o Festival Black&White tem por escopo estimular a criação de ambientes sonoros que remetam para a estética a preto e branco. Daí a inclusão de 3 categorias em competição: vídeo, áudio e fotografia. Urge criar uma educação do espectador para a especificidade do preto e branco, para contornar um preconceito que relaciona o preto e branco com obras fastidiosas e pedantes.”
 Assim, vistas as razões do festival, convém referir que, como é vulgar em festivais de cinema, só são aceites filmes com datas de produção recentes. Neste caso em particular, as obras terão de ter sido produzidas após 1 de Janeiro de 2005. Ou seja, esta tentativa de resgate da estética do preto e branco não incide sobre a estética histórica, mas sim sobre uma moderna visão do preto e branco, pois, tanto na fotografia como no cinema, o preto e branco surgiu primeiro como única opção a nível de cores para ser depois abandonado quase integralmente quando a evolução técnica permitiu o uso indiscriminado de cores.
O Festival Black&White, por outro lado, dirige-se a artistas que, não tendo trabalhado nunca num mercado onde apenas existia o preto e branco nem no período de transição – não é de acreditar que os concorrentes tenham tais idades -, preferiram ainda assim abdicar da cor e da sua impressão de realidade para trabalhar num registo monocromático do mundo. Por este motivo, o Festival é uma boa oportunidade para entender não só estes artistas, mas sobretudo, para entender a sua opção, admitindo que há uma coerência perceptível em cada obra que explica a opção monocromática. Pode a redução do mundo a duas cores reduzir também a entropia do mundo e ajudar o realizador ou o fotógrafo a evidenciar o seu tema? Ou será verdadeiro o mito de que o preto e branco carrega em si uma carga extra de romantismo ou magia? As respostas poderão ser procuradas de 19 a 21 de Abril, na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional do Porto, Campus da Foz – Portugal.
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